Microfone BM 800 é bom? Veja a análise completa e veredito final
Por: Flavia Neves
Se você está pesquisando por um microfone condensador acessível, é quase impossível não ter se deparado com o onipresente BM 800. Vendido em inúmeros kits com preços que chegam a ser uma fração de modelos de entrada de marcas conhecidas, ele se tornou um fenômeno de vendas.
Sua popularidade, impulsionada por um custo extremamente baixo, levanta a questão fundamental que guia este artigo: o microfone BM 800 é bom de verdade ou é apenas uma armadilha para iniciantes? Para ir além do “depende”, realizamos uma análise completa e imparcial.
Nosso objetivo é dissecar cada aspecto deste microfone, desde suas especificações técnicas e qualidade sonora real até seu verdadeiro custo-benefício. Ao final desta leitura, você terá todas as informações necessárias para decidir se ele é a escolha certa para o seu setup ou se é melhor investir em uma alternativa.
Microfone BM 800 é bom para quem? Descubra se vale para você
O microfone BM 800 é, antes de tudo, um produto de nicho, posicionado como a porta de entrada para o mundo dos microfones condensadores. A resposta objetiva para quem ele serve é: para quem está começando e tem um orçamento extremamente restrito.
Ele não foi projetado para competir com equipamentos de estúdio, mas sim para oferecer uma experiência inicial, permitindo que novos usuários aprendam os conceitos de captação de áudio, posicionamento e a necessidade de equipamentos complementares, como as interfaces de áudio.
Quem deve considerar o BM 800 em seu setup?
Com base em sua proposta de valor, o microfone BM 800 é indicado para um perfil de usuário bem definido. Considere este microfone se você se encaixa em uma das seguintes categorias:
- Iniciantes em gravação: Se você está montando seu primeiro home studio e precisa de um microfone para aprender técnicas de captação, edição e tratamento de áudio sem gastar muito.
- Criadores de conteúdo com orçamento limitado: Para YouTubers, podcasters ou streamers que estão começando e não podem investir em equipamentos mais caros, o BM 800 pode ser um upgrade significativo em relação ao áudio de headsets ou notebooks.
- Usuários para tarefas básicas: Ideal para narrações simples, chamadas de vídeo com qualidade superior ou gravações de locuções para projetos não comerciais.
Situações em que o BM 800 se destaca ou deixa a desejar
A performance de um equipamento é sempre relativa ao seu uso. O BM 800, por seu baixo custo, tem um campo de atuação bem específico.
Onde ele se destaca (considerando o preço):
- Gravação de voz falada: Em ambientes controlados e com o uso de uma interface de áudio, ele consegue entregar uma clareza vocal surpreendente para narrações e podcasts.
- Demos e maquetes musicais: Músicos podem usá-lo para gravar ideias rápidas de voz e violão, desde que não seja para uma produção final.
- Streaming de entrada: Para quem está começando em plataformas como Twitch ou YouTube, ele oferece uma qualidade de áudio que pode ser superior à de muitos headsets gamers na mesma faixa de preço.
Onde ele deixa a desejar:
- Gravações musicais profissionais: Sua resposta de frequência e o nível de ruído próprio (self-noise) o tornam inadequado para gravações de vocais ou instrumentos que exigem alta fidelidade.
- Ambientes sem tratamento acústico: Por ser um microfone condensador, ele é muito sensível e capta todos os sons do ambiente, como ecos, reverberação e ruídos externos.
- Uso direto no computador (sem interface): Conectá-lo diretamente à entrada P2 do PC resulta em um volume muito baixo e um nível de ruído elevado, comprometendo sua qualidade potencial.
Especificações técnicas do BM 800: o que realmente importa?
Analisar a ficha técnica é fundamental para entender o potencial e as limitações do BM 800. Ele é um microfone condensador de padrão polar unidirecional (cardioide). Na prática, isso significa que ele é mais sensível a sons vindos da sua frente, ajudando a minimizar a captação de ruídos laterais e traseiros.
Sua resposta de frequência geralmente declarada é de 20Hz a 20kHz, o que, teoricamente, cobre todo o espectro audível humano. No entanto, a qualidade dos componentes internos faz com que, na prática, essa resposta não seja tão plana, apresentando picos e vales que colorem o som, tornando-o um pouco mais “magro” e com agudos mais presentes.
Detalhamento dos componentes internos do microfone
Ao analisar a construção interna, o BM 800 apresenta um circuito eletrônico bastante simples e uma cápsula de diafragma pequeno. É essa simplicidade que permite seu custo de produção extremamente baixo.
A qualidade da soldagem e dos componentes pode variar drasticamente entre os diferentes fabricantes, o que explica a falta de consistência entre unidades. Modelos “falsificados” ou de qualidade inferior costumam ter um circuito ainda menor e mais simples, resultando em um som notavelmente pior, mais “metálico” e com ruído excessivo.
Diferenças entre versões do BM 800 vendidas no Brasil
Um ponto crucial a entender é que o “BM 800” não é um produto de uma única marca, mas sim um modelo de design “white label”. Diversas fábricas produzem versões deste microfone, estampando logos de diferentes importadoras. Por isso, a qualidade pode variar.
As principais diferenças que o consumidor encontra são nos kits:
- Kits com cabo XLR-P2: São os mais comuns e baratos. Esse cabo é o principal ponto fraco, pois limita a qualidade e o volume do microfone ao ser conectado diretamente no PC.
- Kits com “Phantom Power USB”: Alguns kits incluem um pequeno adaptador USB que fornece uma energia mínima. Embora melhore um pouco o volume em comparação com a conexão P2 direta, a qualidade de áudio geralmente é ruim e cheia de ruído.
- Versões USB: Existem modelos que já vêm com conexão USB integrada. Estes dispensam a necessidade de Phantom Power externo, mas também possuem limitações em sua qualidade de conversão de áudio.
Compatibilidade com Phantom Power e interfaces
A principal fonte de frustração para usuários do BM 800 origina-se no desconhecimento sobre sua alimentação. Como um microfone condensador, ele exige uma fonte de energia externa de +48V, conhecida como Phantom Power, para polarizar sua cápsula e alimentar seu circuito interno.
Conectar o BM 800 diretamente na entrada de microfone (P2) de um computador é tecnicamente possível com o cabo adaptador XLR-P2, mas o resultado é invariavelmente ruim. As placas de som de notebooks e desktops fornecem uma voltagem muito baixa (geralmente entre 3V e 5V), insuficiente para o microfone operar corretamente. O resultado é um sinal de áudio com volume extremamente baixo e um nível de ruído altíssimo.
A solução correta é utilizar uma interface de áudio ou uma mesa de som (mixer). Estes equipamentos possuem pré-amplificadores dedicados que fornecem o Phantom Power de +48V necessário através de um cabo XLR-XLR, além de realizarem uma conversão do sinal analógico para o digital com muito mais qualidade, garantindo um áudio limpo e com volume adequado.
Portanto, o custo de uma interface deve ser considerado parte do investimento total para usar o BM 800 de forma minimamente decente.
Qual é a qualidade sonora do BM 800 em diferentes usos?
Ao analisar a qualidade sonora do BM 800, é imperativo ajustar as expectativas ao seu preço. Quando alimentado corretamente por uma interface de áudio, ele entrega um som com características bem definidas: uma sonoridade mais “aberta” e com um realce notável nas frequências agudas.
Essa característica pode ser positiva para dar clareza à voz falada, mas também pode soar excessivamente brilhante ou até “metálica” em outras aplicações, como canto ou gravação de instrumentos.
Ele carece de “corpo” nas frequências graves e médias-graves, o que resulta em uma sonoridade mais “magra” quando comparado a microfones de categorias superiores.
A fidelidade na captação não é seu ponto forte; ele colore o som, entregando sua própria interpretação da fonte sonora em vez de uma reprodução fiel.
Testes de áudio: gravação de voz, podcast e instrumentos
Em testes práticos simulados, o comportamento do BM 800 se revela da seguinte forma:
- Voz e Podcast: Para narrações e locuções, o resultado é surpreendentemente utilizável para iniciantes. A ênfase nos agudos ajuda a voz a se destacar, mas pode também acentuar a sibilância (o som de “ssss”). Com um bom posicionamento e o uso de um pop filter, é possível obter um material de entrada de qualidade para vídeos no YouTube e podcasts.
- Instrumentos Acústicos (Violão): Ao gravar um violão, a falta de graves se torna evidente. O som captado tende a ser focado nas cordas mais agudas, soando um pouco “pequeno” e sem a ressonância da madeira do corpo do instrumento. Serve para registrar ideias e maquetes, mas não para uma gravação final.
- Canto: Para vocais, o resultado é misto. A clareza pode ser útil, mas a falta de calor e o brilho excessivo podem fazer com que a voz soe estridente e pouco natural, exigindo bastante trabalho de equalização na pós-produção.
Ruído, sensibilidade e fidelidade sonora na prática
Um dos maiores compromissos técnicos do BM 800 é o seu nível de ruído próprio (self-noise). Ele possui um “chiado” de fundo perceptível, especialmente quando o ganho do pré-amplificador precisa ser elevado.
Em gravações silenciosas, esse ruído se torna parte do sinal e exige o uso de softwares de redução de ruído, que podem afetar a qualidade do áudio.
Sua sensibilidade é uma faca de dois gumes. Por ser um condensador, ele capta nuances da voz que um microfone dinâmico não captaria, mas também capta todos os sons indesejados do ambiente: desde o cooler do computador até o eco da sala.
Portanto, ele exige um ambiente de gravação o mais silencioso e controlado possível. A fidelidade, como mencionado, é baixa. Ele não é um microfone transparente; ele impõe sua própria assinatura sonora no que grava.
Resultados com e sem uso de interface de áudio
A diferença de performance é gritante e define se o microfone é utilizável ou não.
- Sem interface de áudio (conectado via P2): O resultado é praticamente inútil para qualquer finalidade séria. O volume é baixíssimo, o que força o aumento do ganho via software, amplificando o ruído a níveis intoleráveis. O som fica abafado, distorcido e sem qualquer definição.
- Com interface de áudio (conectado via XLR com Phantom Power): É como usar um produto completamente diferente. O volume se torna adequado, o som ganha clareza e o nível de ruído, embora ainda presente, é drasticamente reduzido. A interface permite que o microfone opere dentro de suas especificações, revelando seu verdadeiro potencial (e suas limitações).
Prós e contras do Microfone BM 800: o que avaliar antes de comprar
Toda decisão de compra deve ser baseada em uma análise equilibrada. O BM 800, apesar de suas falhas, possui pontos que justificam sua popularidade, assim como desvantagens críticas que precisam ser ponderadas.
Principais vantagens do BM 800
- Custo de aquisição imbatível: É o microfone condensador mais barato do mercado, tornando a entrada nesse tipo de equipamento acessível para todos.
- Excelente ferramenta de aprendizado: Ele “força” o usuário a aprender sobre conceitos essenciais como Phantom Power, interfaces de áudio, ganho (gain staging) e a importância da acústica do ambiente.
- Estética profissional: Seu design se assemelha ao de microfones de estúdio caros, o que pode ser um fator motivacional para criadores de conteúdo que se preocupam com a aparência de seu setup.
- Kits completos: A maioria das ofertas inclui acessórios úteis como shock mount (aranha), pop filter e, por vezes, um braço articulado, cujo valor, se comprados separadamente, poderia se aproximar do preço do kit todo.
Pontos negativos que você deve considerar
- Inconsistência de qualidade: Por ser um produto “white label”, não há um controle de qualidade padronizado. A performance de um BM 800 pode variar drasticamente de uma unidade para outra.
- Exigência de equipamento extra (custo oculto): O preço baixo é enganoso. Para que funcione minimamente bem, é obrigatório o investimento em uma interface de áudio com Phantom Power, que pode custar de três a cinco vezes o valor do microfone.
- Elevado ruído próprio (self-noise): O circuito interno de baixo custo gera um “chiado” de fundo que se torna perceptível, exigindo tratamento com software na pós-produção, o que pode degradar a qualidade do áudio.
- Construção e acessórios frágeis: Embora o corpo do microfone seja de metal, os componentes internos e, principalmente, os acessórios que compõem os kits (cabos, aranhas) são de qualidade muito baixa e propensos a defeitos.
Dicas para melhorar a experiência de uso
Se você já possui um BM 800 ou decidiu comprá-lo, algumas práticas podem extrair o máximo de seu potencial limitado:
- Invista em uma interface de áudio: É o passo mais importante. Não tente usá-lo com adaptadores P2 ou fontes Phantom Power USB de baixa qualidade. Use um cabo XLR-XLR balanceado.
- Controle o ambiente de gravação: Grave no local mais silencioso possível. Use cobertores, almofadas ou grave dentro de um guarda-roupa para reduzir a reverberação e o eco que o microfone capta facilmente.
- Use a técnica correta: Posicione-se a cerca de um palmo de distância do microfone. Utilize sempre um pop filter para evitar os “pops” de consoantes como “P” e “B”. Falar levemente na diagonal da cápsula (off-axis) pode ajudar a reduzir a sibilância.
- Aprenda o básico de pós-produção: Utilize um software de edição para aplicar um filtro de “noise reduction” (redução de ruído) para limpar o chiado de fundo, e um equalizador (EQ) para atenuar os agudos excessivos e, se possível, dar um pouco mais de corpo aos graves.
Microfone BM 800 vs concorrentes: qual oferece o melhor custo-benefício?
O verdadeiro valor do BM 800 só pode ser medido quando comparado com seus principais concorrentes na mesma faixa de mercado de entrada. Analisaremos seu desempenho contra a alternativa USB mais popular e contra microfones condensadores de um patamar superior para entender exatamente onde ele se encaixa.
BM 800 vs Fifine K669B: qual entrega mais por menos?
Esta é a comparação mais direta e relevante para um iniciante. O Fifine K669B é um microfone condensador USB que se tornou um forte concorrente.
- BM 800 (com interface):
- Vantagem: A conexão XLR oferece um caminho de upgrade. Se no futuro você comprar um microfone melhor, já terá a interface. O som, quando bem configurado, pode ter um pouco mais de “ar” e detalhe nos agudos.
- Desvantagem: O custo total (microfone + interface) é significativamente maior. A complexidade de configuração é um obstáculo para iniciantes.
- Fifine K669B:
- Vantagem: Simplicidade plug-and-play. Basta conectar na porta USB e começar a usar. A qualidade de áudio é consistente e surpreendentemente boa para o preço, com um som mais equilibrado e menos estridente que o do BM 800. O custo final é apenas o do microfone.
- Desvantagem: Por ser USB, não há caminho para upgrade. Você fica “preso” à qualidade do pré-amplificador e conversor internos do microfone.
- Veredito: Para a grande maioria dos iniciantes, o Fifine K669B oferece um custo-benefício superior. Ele entrega resultados satisfatórios de forma imediata, sem os custos ocultos e a curva de aprendizado técnica exigida pelo BM 800.
Comparativo com microfones condensadores intermediários
Quando colocamos o BM 800 ao lado de modelos de entrada de marcas estabelecidas, como um Audio-Technica AT2020 ou um Rode NT-USB, a diferença de qualidade é abissal. Microfones intermediários oferecem:
- Menor ruído próprio: Resultando em gravações muito mais limpas.
- Melhor resposta de frequência: Um som mais natural, equilibrado e fiel à fonte original.
- Maior sensibilidade e detalhamento: Captam mais nuances e texturas da voz ou do instrumento.
- Qualidade de construção e consistência: Componentes de alta qualidade e controle de fabricação rigoroso.
A comparação deixa claro que o BM 800 não compete nesta categoria. O salto de preço para um modelo intermediário se traduz diretamente em um salto massivo na qualidade sonora.
Quando o BM 800 ainda é a melhor escolha em 2025?
Em 2025, com a maturação do mercado de microfones USB de baixo custo, os cenários onde o BM 800 é a “melhor” escolha são extremamente limitados. Ele só faz sentido em duas situações muito específicas:
- Como ferramenta de aprendizado com orçamento mínimo: Se o seu objetivo principal não é a qualidade final do áudio, mas sim aprender na prática como funciona um setup XLR (interface, Phantom Power, ganho) com o menor risco financeiro possível.
- Se você já possui uma interface de áudio: Se por algum motivo você já tem uma interface e precisa de um microfone de forma emergencial e com o menor custo imaginável.
Fora desses cenários, as alternativas USB quase sempre representarão uma escolha mais inteligente e com melhor resultado prático.
Vale a pena comprar o Microfone BM 800 hoje? Avaliação atualizada
Considerando o cenário atual do mercado de áudio, a resposta curta é: para a maioria das pessoas, não vale a pena. O conceito de “custo-benefício” do BM 800 é questionável quando se leva em conta o “custo total de aquisição e uso”, que inclui uma interface de áudio.
O valor que antes o tornava único foi alcançado e superado por microfones USB de entrada que entregam uma experiência de usuário superior, com qualidade de áudio mais consistente e sem a necessidade de equipamentos adicionais. A complexidade técnica e a inconsistência de fabricação do BM 800 o tornam um produto de risco, mais propenso a gerar frustração do que resultados satisfatórios para um iniciante.
Análise de custo-benefício em 2025
Ao analisar o custo-benefício do BM 800 em 2025, é crucial olhar para o “custo total de propriedade”. O preço de prateleira do microfone isoladamente é baixo, mas o custo real para torná-lo funcional inclui, no mínimo, uma interface de áudio de entrada.
Nesta faixa de preço, o consumidor já tem acesso a excelentes microfones USB plug-and-play, como o HyperX SoloCast ou o Fifine AM8, que oferecem qualidade de áudio superior, maior consistência e zero complexidade de instalação. Portanto, do ponto de vista puramente financeiro e de resultado, o custo-benefício do BM 800 hoje é baixo.
Quem deve buscar alternativas mais profissionais?
O BM 800 é um ponto de partida, mas rapidamente se torna um gargalo para quem leva a produção de conteúdo a sério. Você deve buscar alternativas mais profissionais se:
- Você monetiza ou pretende monetizar seu conteúdo: A qualidade de áudio é um diferencial competitivo. Investir em um som mais limpo e profissional reflete diretamente na percepção de qualidade do seu canal ou podcast.
- Você é músico: Para gravar vocais ou instrumentos para produções musicais, mesmo que sejam demos, a fidelidade sonora e o baixo ruído de um microfone como o Audio-Technica AT2020 são o mínimo recomendado.
- Seu ambiente de gravação não é ideal: Se você grava em um local com algum ruído de fundo, um microfone dinâmico (como o Samson Q2U ou o Rode Procaster) pode ser uma escolha muito melhor, pois eles são menos sensíveis a sons ambientes.
- Você valoriza seu tempo: O tempo gasto tentando corrigir o áudio ruidoso e estridente do BM 800 na pós-produção poderia ser investido na criação de mais conteúdo.
Opções recomendadas se você não escolher o BM 800
Se a nossa análise o convenceu a procurar outras opções, aqui estão algumas recomendações consolidadas no mercado para diferentes necessidades e orçamentos:
- Melhor Alternativa USB (Plug-and-Play):
- Fifine K669B/AM8: Oferece o melhor custo-benefício para iniciantes, com boa qualidade de áudio e extrema simplicidade por um preço muito competitivo.
- HyperX SoloCast: Um degrau acima em qualidade de construção e clareza sonora, excelente para streaming e podcasts.
- Melhor Alternativa XLR de Entrada (Profissional):
- Audio-Technica AT2020: Considerado por muitos o padrão ouro para home studios de entrada. Oferece um som balanceado, claro e com baixo ruído, sendo um upgrade massivo em relação ao BM 800. Exige interface de áudio.
Microfone BM 800 é bom mesmo? Conclusão baseada em testes e reviews
Afinal, o microfone BM 800 é bom? Baseado em uma análise técnica e prática, a conclusão é que ele não é um bom microfone, mas sim uma ferramenta de aprendizado barata. Sua performance sonora é limitada por um alto nível de ruído, inconsistência de fabricação e uma sonoridade excessivamente aguda.
Seu principal (e talvez único) valor reside em forçar o usuário a entender o ecossistema de áudio XLR — a necessidade de Phantom Power, o uso de interfaces e a importância do tratamento acústico — com um investimento inicial muito baixo.
Contudo, para o iniciante que busca o melhor resultado de áudio possível pelo menor preço e com a menor complicação, o BM 800 não é a escolha certa em 2025. O mercado de microfones USB evoluiu e hoje oferece soluções plug-and-play que entregam uma qualidade sonora vastamente superior pelo mesmo custo total de um setup funcional com o BM 800.
Perguntas frequentes sobre o Microfone BM 800
O BM 800 funciona bem sem Phantom Power?
Não. Sem uma fonte de Phantom Power de +48V, fornecida por uma interface de áudio ou mesa de som, o BM 800 produz um sinal de áudio com volume extremamente baixo e um nível de ruído altíssimo, tornando-o praticamente inutilizável para qualquer fim.
Qual tipo de cabo e interface usar com o BM 800?
O setup ideal exige um cabo XLR-XLR (macho-fêmea) de boa qualidade, conectado a uma interface de áudio que possua a função de ligar o Phantom Power +48V. Interfaces de entrada de marcas como Behringer, M-Audio ou Focusrite são as mais comuns.
É possível usar o BM 800 no celular ou notebook?
É possível usá-lo no notebook, mas apenas através de uma interface de áudio USB. A conexão direta na entrada P2 do notebook resultará em péssima qualidade. Para usar no celular, o processo é ainda mais complexo e impraticável, exigindo adaptadores específicos (OTG) e uma interface de áudio compatível com o sistema operacional móvel.
O BM 800 é ideal para lives e streaming?
Não é ideal. Por ser muito sensível, ele capta todos os sons do ambiente, incluindo cliques de mouse, digitação no teclado e ruído de ventoinhas. Além disso, seu ruído de fundo inerente pode ser perceptível durante pausas na fala. Microfones USB com padrão cardioide mais focado ou microfones dinâmicos são mais recomendados para streaming.
Quanto tempo dura um BM 800 com uso contínuo?
A durabilidade é uma incógnita e um dos seus maiores pontos fracos. Devido à falta de controle de qualidade e ao uso de componentes de baixo custo, uma unidade pode durar vários anos com cuidado, enquanto outra pode apresentar defeitos em poucos meses de uso.
O microfone BM 800 é indicado para iniciantes?
Ele é indicado apenas para o iniciante cujo objetivo principal é aprender sobre o funcionamento de um setup de áudio XLR gastando o mínimo possível. Para o iniciante que busca qualidade de áudio e simplicidade, um microfone USB de entrada é, sem dúvida, uma escolha melhor e mais segura.
Psicóloga de formação, apaixonada por cultura pop, tecnologia e desenvolvimento pessoal. Criadora de conteúdo digital desde 2016.
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